Regras de Competição
1 - CAPÍTULO I - CAMPO DE AÇÃO
ARTIGO 1 - REMO, BARCOS, REGATAS E REMADORES
REMO significa o ato de deslocar um barco com ou sem timoneiro pela força muscular de um ou mais remadores, usando remos como alavancas e sentados de costas para a direção do movimento do barco. Remar em um aparelho ou tanque que simulem a ação de remar em um barco também é considerado como REMO.
Em um barco a remo, todas as suas partes devem estar firmemente fixadas ao seu corpo (casco) incluindo os eixos das partes móveis, mas o carrinho pode se movimentar, sobre sua linha longitudinal.
Uma regata de remo é uma competição esportiva que consiste em uma série de provas, disputadas por diversas classes de remadores (as) divididos em diferentes categorias de acordo com o sexo, e a idade de cada um.
ARTIGO 2 - CAMPO DE APLICAÇÃO DO CÓDIGO
O presente código de regatas e seu regulamento de execução regem:
a.a disputa dos Troféus Brasil Masculino e Feminino (Classe Livre, Juniores, Peso-Leve e Máster) abertos aos clubes;
b.as Copas Norte-Nordeste e Sul-Sudeste;
c.as regatas de incentivo e animação, travessias descidas de rios, torneios interestaduais, regatas universitárias e escolares, regatas classistas e outras similares (militares);
d.os Campeonatos Regionais das diversas Federações filiadas;
e.as Regatas Internacionais ou os encontros internacionais em que a FISA faculta e permite a adoção dos Códigos de Remo da entidade promotora, com suas peculiaridades, advindas das dificuldades locais de seguir totalmente o Código Internacional.
f.nenhum competidor pode se inscrever em uma Regata Internacional, nem, em geral, fazer uma aproximação direta com a FISA, exceto, através da Confederação Brasileira de Remo.
g.se remadores competem em Regata Internacional sob o nome da sua equipe nacional, eles devem ser cidadãos deste país.
2 - CAPÍTULO II - DOS REMADORES E TIMONEIROS
ARTIGO 3 - GERAL
Uma competição nacional é aberta a todos os atletas dos clubes filiados às federações estaduais e que estejam de acordo com estas regras.
Cada Federação e/ou Clubes são responsáveis com que a saúde e o preparo físico de seus atletas estejam de acordo com a competição.
ARTIGO 4 - CATEGORIAS
De acordo com a idade as seguintes categorias de remadores são reconhecidas pela CBR
1. Juniores (Masculino e feminino)
2. Sub 23 (Masculino e feminino)
3. Seniores (Masculino e feminino)
4. Másters (Masculino, feminino e misto)
§ÚNICO
Em adição a essas categorias, a CBR reconhece as categorias de peso leve para sênior e sub 23 e também o remo adaptável para seniores.
ARTIGO 5 - TIMONEIROS
Os timoneiros são membros da guarnição. Portanto, um homem não pode timonear um barco feminino, e vice versa, exceto em provas de máster. As categorias por idade também são aplicadas para os timoneiros, exceto em eventos de Másters. (O timoneiro máster tem que ser máster, porem independe das faixas).
O peso mínimo permitido para um timoneiro (vestindo uniforme de competição) é 55 Kg. para homens (Sênior, sub 23 e juniores); e 50 Kg. para mulheres (sênior, sub 23 e júnior). O timoneiro pode levar um peso morto de até 10 Kg. O peso morto deve ser colocado no barco o mais próximo possível do timoneiro e a sua não apresentação aos Árbitros de Controle, imediatamente após a prova, implica na desclassificação automática da guarnição.
Nenhum artigo de equipamento de competição deve ser considerado como parte do peso morto.
Estas diretrizes devem também se aplicar aos timoneiros em provas de peso-leve.
ARTIGO 6 - PESAGEM DE TIMONEIRO
O timoneiro deve ser pesado vestindo o uniforme de competição ou equivalente não menos de uma hora e não mais de duas horas antes do inicio da primeira etapa de cada prova que ele esteja competindo e em cada dia de competição. (Se um timoneiro participa, em um mesmo dia, de uma eliminatória e repescagem de uma mesma prova, ele será pesado uma única vez).
A pesagem do timoneiro é feita pela Comissão de Controle, em local previamente anunciado, em balanças aferidas.
§ 1º
No ato da pesagem, será feita uma papeleta subscrita pelo responsável pela pesagem, contendo o nome, o peso registrado e a prova de que irá participar, entidade a que pertence e, se for o caso, o peso morto e o equipamento pessoal que irá levar.
ARTIGO 7 - JUNIORES
O remador (a) e timoneiro(a), serão considerados como júnior ate 31 de dezembro do ano em que ele (a) completar a idade de 18 anos, ficando a Federação e/ou Clube responsável pela sua saúde, conforme o artigo 3 deste Código. Após esta data ele passará a ser considerado sub 23.
§ 1º
O remador(a) e/ou timoneiro júnior pode participar de competições de seniores, somente com autorização médica. Neste caso não é permitido dobrar no mesmo dia. As guarnições de juniores somente podem ser timoneadas por atletas da mesma categoria.
ARTIGO 8 - SUB 23 E SÊNIOR
O remador(a) ou timoneiro(a) que deixa de ser júnior será classificado como sub 23 até 31 de dezembro do ano em que ele(a) completar 22 anos. Após esta data ele será considerado Sênior.
ARTIGO 9 - PESO LEVE
Masculino - Classe de remadores que pesem até 72,5 Kg. individualmente e que componham uma guarnição de 70 Kg. na média, ou seja, a soma dos pesos dos componentes da guarnição divididos pelo número de remadores integrantes da mesma, seja igual ou inferior a 70 Kg., excluído o timoneiro. O peso do “singlista” peso-leve é limitado a 72,5 Kg.
Feminino - Classe de remadoras que pesem até 59 Kg individualmente e que componham uma guarnição de 57 Kg na média, ou seja, a soma dos pesos das componentes da guarnição, divididos pelo número de remadoras integrantes da mesma, seja igual ou inferior a 57 Kg, excluída a timoneira. O peso da “singlista” peso-leve é limitado a 59 Kg.
ARTIGO 10 - PESAGEM DO PESO-LEVE
O remador peso-leve deve ser pesado não menos de uma hora e não mais de duas horas, antes do inicio da primeira etapa de cada prova que ele esteja competindo e em cada dia da competição, seja eliminatória, repescagem, semifinal ou final. (Se o remador participa de uma eliminatória e repescagem, da mesma prova, em um mesmo dia, ele será pesado uma única vez). Ele deve apresentar-se no local de pesagem, já vestindo seu uniforme de competição.
A guarnição será pesada na presença de todos os atletas que a constituem. A pesagem será realizada de acordo com o horário e por ordem crescente do número de raia, iniciando-se pelo proa e concluindo-se pelo voga. Se o peso de um(a) remador(a) ou a média de uma guarnição estiver acima dos limites permitidos, toda a guarnição deverá apresentar-se para nova pesagem, a qual só será realizada após todas as equipes participantes da prova terem sido pesadas.
Se a prova for retardada, o remador peso-leve não é obrigado a se pesar novamente, no mesmo dia.
A Comissão de Controle deve solicitar na ocasião da primeira pesagem e/ou subsequente um documento de identidade com foto oficial do atleta.
Qualquer atleta que tenha se re-hidratado via intravenosa, entre a pesagem e a respectiva prova, não poderá participar da mesma.
ARTIGO 11 - MASTER
O remador será considerado máster a partir de 1º de janeiro do ano em que ele completa 27 anos.
Divide-se nas Categorias abaixo:
A.idade mínima 27;
B.média 36 anos;
C.média 43 anos;
D.média 50 anos;
E.média 55 anos;
F.média 60 anos;
G.média 65 anos;
H.média 70 anos.
A idade média e mínima, exclue o timoneiro.
Cada competidor será responsável por sua saúde e aptidão. Todo remador máster fica obrigado a comprovar sua idade através de um documento oficial (passaporte ou carteira de identidade).
O(A) remador(a) máster deve ser classificado na categoria de idade correspondente à idade que tenha no presente ano.
§ 1º Eventos Mistos de Masters
Os eventos de guarnições mistas podem ser realizados para equipes de másters, neste caso a guarnição, excluindo o(a) timoneiro(a), deve ser composta por 50% de mulheres e 50% de homens.
O timoneiro pode ser de ambos os sexos.
ARTIGO 12 - REMO ADAPTÁVEL
O remador para participar do remo adaptável, deverá ser portador de uma deficiência que o encaixe nos critérios estabelecidos pela Regulamentação da Classificação de Remo Adaptável.
3 - CAPÍTULO III - DOS BARCOS
ARTIGO 13
A Confederação Brasileira de Remo, reconhece os seguintes tipos de barcos:
1 - MASCULINO (SENIOR)
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
Oito (8+)
Dois c/ timoneiro (2+)
Quatro c/ timoneiro (4+)
2 - FEMININO (SENIOR)
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
Oito (8+)
3 - PESO-LEVE MASCULINO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
Oito (8+)
4 - PESO-LEVE FEMININO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Four-skiff (4x)
5- SUB 23 MASCULINO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
Oito (8+)
Quatro c/ timoneiro (4+)
6 - SUB 23 FEMININO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
7- SUB 23 PESO LEVE MASCULINO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
8- SUB 23 PESO LEVE FEMININO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
9- JUNIOR MASCULINO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
Oito (8+)
Quatro c/ timoneiro (4+)
10 - JUNIOR FEMININO
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Dois sem timoneiro (2-)
Four-skiff (4x)
Quatro sem timoneiro (4-)
Oito (8+)
11 - REMO ADAPTÁVEL
Single-skiff (1x)
Double-skiff (2x)
Quatro c/ timoneiro (4+)
ARTIGO 14 - BARCOS
A proa de todos os barcos utilizados em regatas deve estar provida de uma bola branca de 4 cm de diâmetro, de borracha macia ou material similar a menos que a proa seja construída de maneira que ofereça as mesmas características de segurança e visibilidade.
ARTIGO 15
É proibido usar aparelhos de transmissão sem fio nos barcos, tanto para emissão como para recepção (contato com o exterior).
ARTIGO 16
É proibido aplicar sobre o casco dos barcos, produtos que beneficiem o deslocamento do barco sobre as águas.
ARTIGO 17
Para evitar os acidentes nos emborcamentos, todos os barcos devem estar equipados com finca-pés, cujas sapatilhas, presas ao finca-pés por uma fina corda, permitam aos remadores desvencilhar-se do barco rapidamente sem ajuda das mãos.
ARTIGO 18
As extremidades das pás dos remos devem ter as seguintes espessuras mínimas:
Remos longos: 5 mm
Remos curtos: 3 mm
Estas espessuras devem ser medidas a partir de 3 mm da extremidade externa da pá para os remos longos e 2 mm para os remos curtos.
ARTIGO 19 - COMPRIMENTO DO BARCO
O comprimento total mínimo de um barco de corrida deve ter 7.20 metros, e será medido a partir da bola de proa por toda a extensão do barco até a ré. Se um barco não estiver alinhado corretamente, por ser menor que o comprimento total mínimo, o starter excluirá a guarnição da prova.
§ ÚNICO
Todos os barcos de OITO, usados em regatas internacionais, devem ser seccionados em um mínimo de 02 seções, com a seção maior medindo no máximo 11,9 metros.
ARTIGO 20 - PESO DOS BARCOS
Todos os barcos utilizados nas Regatas Nacionais, ficam obrigados a ter os pesos mínimos seguintes:
Para os barcos construídos ou entregues após 1º de janeiro de 1998, o peso adicional carregado para compensar, por estar abaixo do peso mínimo permitido, não pode exceder o peso listado abaixo. Devendo ter uma placa de produção ou equivalente, visível e permanente fixada dentro do barco detalhando:
■o nome do fabricante do barco
■o ano da construção
■o peso médio da equipe para o qual o barco foi construído
■o peso do barco na construção ou entrega.
Barcos construídos antes desta data devem carregar pesos até obter estes padrões, permanentemente fixados ao casco.
TABELA DE PESO MÍNIMO DOS BARCOS
Classe dos Barcos
4+
2x
2-
1x
2+
4-
4x
8+
Peso em Kg
51
27
27
14
32
50
52
96
Peso Máximo carregado em Kg a partir de 01/01/98
1.1
0.6
0.6
0.3
0.7
1.0
1.1
2.0
Os barcos são pesados com os equipamentos indispensáveis a sua utilização, ou seja: braçadeiras, finca-pés, trilhos, leme, carrinho, mas sem remos, número de proa, amplificadores ou alto-falantes.
Na pesagem oficial do barco, a superfície molhada do barco é aceita. Entretanto qualquer água acumulada deve ser retirada. Todos os outros itens (ferramentas, roupas, esponjas, garrafas, etc.) deve ser retirados.
§UNICO
Barcos construídos ou entregues após o dia 1º de Janeiro de 2007, deve mostrar na placa de produção se o barco encontra-se de acordo com o Guia de Flutuação Mínima, da FISA: “Um barco quando cheio de água com uma equipe de proporções iguais ao do peso designado na placa de produção do barco, sentada na posição de remar deve flutuar de modo que o topo do carrinho esteja no máximo 5 cm abaixo do limite da água”.
ARTIGO 21 - RESPONSABILIDADE PELO PESO DOS BARCOS
É unicamente da equipe, a responsabilidade de que os barcos tenham o peso mínimo exigido.
§ UNICO
Uma eliminatória em que uma equipe corra com um barco de peso inferior ao mínimo, sofrerá a penalidade de passar para último lugar da prova. Se esta guarnição corre em outra etapa da mesma prova, em um barco de peso inferior ao mínimo, então a penalidade é a desqualificação da equipe.
ARTIGO 22
Os números das balizas sorteadas para cada barco concorrente, devem ser colocados na proa de cada embarcação, para melhor orientação do Árbitro Geral e dos Árbitros de Chegada.
4 - CAPÍTULO IV - DA RAIA
A tarefa de delimitar a raia de competição deve ser confiada a um topógrafo.
A raia padrão para Competições de Remo, deve proporcionar condições justas e iguais de prova para seis equipes, competindo separadamente, em raias paralelas sobre uma distância de 2.000 metros. Além das seis pistas de corridas, deve haver largura de água suficiente para permitir padrões de tráfego seguros, para aquecimento e resfriamento das guarnições.
ARTIGO 23 - DISTÂNCIAS
As distâncias de competição padrão da CBR devem ser de 2000 metros, em linha reta para homens e mulheres, nas categorias Sênior A, Sub 23, Peso Leve e Juniores. Para Máster (Masculino, Feminino e equipe mista) a raia deve ser de 1000 metros.
ARTIGO 24 - COMPRIMENTO
O comprimento mínimo necessário para competições de juniores, pesos-leves, sub 23 e seniores (masculino e feminino), é de 2.150 m. (50 + 2.000 + 100). A raia para as competições de Máster (homens e mulheres) deverá ser de 1.150 m.(50 + 1.000 + 100).
ARTIGO 25 - LARGURA
A largura das raias é de no mínimo 108 m, a fim de permitir a presença de seis competidores por prova. (13,5 + (6 x 13,5) + 13,5).
A largura ideal é de 135 m. ( 13,5 + (8 x 13,5) + 13,5).
Esta largura permite às embarcações se dirigirem ao pontão de partida sem prejudicar o desenvolvimento da regata.
Para campeonatos da FISA a largura indicada é de 162 m. (27 + (8 x 13,5) + 27).
ARTIGO 26 - PROFUNDIDADE
Sendo o fundo da raia nivelado, esta deve ter uma profundidade mínima de 3 m em toda a sua extensão. Sendo irregular, a profundidade mínima deve ser de 3,5 m.
ARTIGO 27 - CONDIÇÕES LOCAIS
A superfície ou plano d’água deve ser protegido o mais possível dos ventos. Não sendo isto possível, não deve existir nas margens edifícios, bosques ou outros tipos de anteparos que possam favorecer determinadas raias em detrimento de outras.
Não deve haver correnteza. Se por acaso houver, não deve ocasionar condições desiguais nas diversas balizas e não deve exceder a seis metros por minuto em regatas internacionais ou nacionais e doze metros por minuto em regatas estaduais. O desenvolvimento correto das provas não deve ser perturbado por ondas de origem artificial ou natural. As margens da raia não devem devolver as ondas, mas, pelo contrário, absorve-las.
5 - CAPITULO V - INSTALAÇÕES TÉCNICAS
ARTIGO 28 - PONTÃO DE PARTIDA
As raias devem dispor de instalações fixas para a partida, com seis raias de 13,50 m de largura no mínimo, no caso de ser marcada pelo “Sistema Albano”; não podendo dispor desse sistema, deve ter no mínimo 6 e no máximo 8 raias de 13,50 m de largura cada.
ARTIGO 29 - AUXÍLIOS DE DIREÇÃO
Os barcos sem timoneiro devem ter pontos de referência representados por painéis sinalizadores, colocados no eixo de cada raia, atrás da linha de partida, grandes o bastante para serem vistos durante os primeiros 200 m do percurso.
ARTIGO 30 - TORRE DE PARTIDA
Para o “Starter” deve haver, atrás das instalações fixas de partida, uma plataforma suficientemente elevada, colocada sobre o eixo central da raia. A plataforma deve ser instalada a uma distância de 40 a 50 m atrás da linha de partida e se situar de 3 a 6 m acima do nível da água. Esta plataforma deve ser construída de tal forma que o starter tenha uma clara visão sobre toda a linha de partida, incluindo a barraca do alinhador.
ARTIGO 31 - EQUIPAMENTO DO STARTER
Deve haver um relógio para orientar os concorrentes que esperam pelo começo da prova, e um quadro negro com giz, para serem escritas às ordens em caso de atraso ou adiamento; um megafone ou microfone ligado a alto-falantes, permitindo assim, a cada concorrente receber, ao mesmo tempo as instruções do Starter.
Equipamento obrigatório: Bandeira vermelha, sino, programa da regata, megafone ou microfone, relógio grande, quadro negro com giz e rádio comunicador.
§ ÚNICO
O starter deve manter-se em comunicação direta, via rádio, com o alinhador, árbitro de chegada, comissão de controle e presidente do júri.
ARTIGO 32 - INSTALAÇÃO DO ALINHADOR
Para o alinhador deve haver, exatamente na linha de partida, uma estrutura fixa instalada a uma distância de 15 a 30 metros da primeira raia e situar-se de 1 a 2 metros sobre o nível da água.
Para Regatas Internacionais deverá ter um equipamento de controle de partida, com câmara de vídeo, e a linha de partida demarcada por um fio absolutamente esticado na vertical que deve ser colocado à frente do alinhador, coincidindo com uma linha vertical preta sobre um painel amarelo colocado no lado oposto da linha de partida.
ARTIGO 33 - ZONA DE PARTIDA
Uma bóia vermelha com bandeira branca, colocada nas laterais da raia, indica os limites dos primeiros 100 m do percurso, que se denomina “zona de partida”.
Sendo adotado o sistema albano estes 100 metros iniciais, será marcado com uma seqüência de bóias vermelhas.
ARTIGO 34 - RAIAS
As raias devem ser retas e com a mesma largura em todo o comprimento.
A largura de cada raia é de 13,5 metros.
È recomendável oito raias (O Mínimo é seis)
ARTIGO 35 - NUMERAÇÃO DAS RAIAS
A raia de número 1 deverá estar do lado esquerdo do Starter, que deverá estar no Pontão de Partida olhando para a linha de chegada.
ARTIGO 36 - BÓIAS
Se for adotado o “Sistema Albano”, a raia deve ter todas as suas balizas delimitadas ao longo dos 2.000 m, por bóias, distantes uma da outra não mais de 12,5 m. (10 m é o ideal). A superfície dessas bóias (cujo diâmetro não deve exceder a 15 cm.), deve ser macia, flexível. Deverá haver uma linha de bóias de cor diferente a cada 250 metros (vermelha). E recomendado que todas as bóias nos primeiros cem metros e nos últimos 250 metros também sejam desta cor diferente (vermelha).
ARTIGO 37 - MARCADORES DE DISTÂNCIA
Na chegada, deve haver uma placa indicativa dos 2.000 metros.
A cada 250 metros a partir da linha de partida, deverá haver marcadores dos dois lados da raia, indicando a distância percorrida, ate os 1750 metros.
Para regatas regionais e campeonatos nacionais, as raias podem ser demarcadas lateralmente por bóias colocadas a cada 250 m, preferencialmente de cores diferentes para orientação dos remadores. Neste caso, nos 500 m, 1.000 m, 1.500 m e na linha de chegada, bóias maiores com a indicação da distância percorrida.
ARTIGO 38 - LINHA DE CHEGADA
A linha de chegada é demarcada por um fio absolutamente esticado na vertical que deve ser colocado à frente dos Árbitros de Chegada, coincidindo com uma linha vertical preta sobre um painel amarelo colocado no lado oposto da linha de chegada. Como alternativa, dois fios verticais podem ser usados em uma mesma margem, caso não haja o painel amarelo colocado do lado oposto.
A linha de chegada é demarcada e definida na água por pequenas bóias laterais que sustentam uma bandeira vermelha, pequena, a 5 metros fora do curso da raia, em cada lado.
É essencial que essas bandeiras vermelhas estejam exatamente na Linha de Chegada, e que não impeçam a visão dos árbitros de chegada e nem o progresso das guarnições.
ARTIGO 39 - TORRE DE CHEGADA
Uma escada para 05 árbitros, obrigatoriamente, deve ser erguida exatamente na marca dos 2000 metros, na Torre de Chegada, esta a uma distância de aproximadamente 30 metros da raia de competição, com espaço suficiente para acomodar o cronometrista, os árbitros de chegada e o equipamento de foto-finish.
ARTIGO 40 - ÁREA DE ESCAPE
Além da linha de chegada, para permitir as guarnições pararem com segurança, tem que haver uma distância mínima de 100 metros de água, o ideal é 200.
ARTIGO 41 - RESULTADOS / SISTEMA DE CRONOMETRAGEM
Os tempos são medidos o mais perto de 1/100” de segundo.
No caso de chegadas emparelhadas, a ordem de classificação deverá ser determinada através da filmagem, utilizando-se para tanto câmera de vídeo (vídeo finish), ou equipamento óptico especial (foto-finish) que deverá ser feita, obrigatoriamente, sobre a linha de chegada.
ARTIGO 42 - INSTALAÇÕES TÉCNICAS CATEGORIA B
As raias que não tiverem plataforma fixa para o “Starter”, pontões fixos para as partidas, bóias a cada 250 m nas laterais da raia, distâncias menores que 2.000 m, profundidade menor que 3,5 m, largura com menos de 81m (6 x 13,5), são consideradas raias de Classe B, não podendo sediar os campeonatos nacionais e/ou internacionais.
§ ÚNICO
As raias que não garantam um desenvolvimento normal das provas por causa dos ventos constantes, marés, vagas ou correnteza além de 12 metros por minuto, não são consideradas raias de corrida regulamentares para a realização de campeonatos nacionais e/ou internacionais de qualquer classe.
6 - CAPITULO VI - ORGANIZAÇÃO DA REGATA
ARTIGO 43 - PRÊMIOS E CONTRATOS DE PATROCÍNIO
Competidores (remadores e timoneiros) podem receber dinheiro e outros prêmios pela competição. Podendo também se submeter a contratos de patrocínio e cessão de imagem, providenciando para que sejam aprovados pela C.B.R., e que este contrato esteja de acordo com as regras da FISA, no que concerne à publicidade e patrocinador nos barcos, remos e uniformes.
§ ÚNICO
Só serão permitidas propagandas nos uniformes oficiais da Seleção, se autorizado pela Confederação Brasileira de Remo (incluindo propaganda no corpo).
ARTIGO 44 - PUBLICIDADE
Os espaços existentes nos castelos de proa e de ré, bem como de cada lado do barco, na borda ou no quebra-mar, podem levar o nome do patrocinador, limitada esta área a 800 cm² (oitocentos centímetros quadrados), observado o seguinte:
1x, 2x, 2- e 2+ uma só vez de cada lado (num total de 2 identificações)
4x, 4- e 4+ duas vezes, no máximo, de cada lado (num total de 4 identificações)
8+ quatro vezes no máximo de cada lado (num total de 8 identificações)
Estas propagandas devem ser exatamente idênticas. No caso de barcos com quatro ou mais remadores é permitida a divulgação dos nomes de dois patrocinadores. Não é permitida publicidade de fumo ou bebida alcóolica forte (mais de 15%). Em regatas exclusivas de juniores não é permitida publicidade de bebidas alcóolicas.
ARTIGO 45
Remos longos e curtos, além do nome do fabricante poderão ter, o nome do patrocinador limitado, cada um, a 100 cm² (cem centímetros quadrados), na alavanca interna. Na alavanca externa não poderá constar qualquer tipo de publicidade e na pá do remo, somente, as cores do clube ou do país, pintadas da mesma maneira de ambos os lados.
§ ÚNICO
Os uniformes dos remadores e timoneiros, podem levar, o nome do fabricante em um espaço de, no máximo, 16 cm² (dezesseis centímetros quadrados). É permitido, também, em somente uma peça do uniforme (boné, testeira, camisa, etc), colocar-se o nome do patrocinador, restrito este espaço a 50 cm² (cinqüenta centímetros quadrados)
ARTIGO 46 - UNIFORMES DOS REMADORES
É obrigatório que o uniforme de competição seja idêntico para todos os membros da guarnição, incluindo o timoneiro. Portanto, cada identificação deve ser usada na mesma parte da roupa de todos os membros da equipe.
O uniforme para competições, obedecerá às cores da Confederação (Seleção Brasileira), Federação (seleção estadual) ou Clube (campeonatos interclubes e estaduais), e tem que ser sem mangas (camiseta ou macaquinho).
O uso de boné ou bandana é pessoal, porém se mais de um membro da guarnição for usar, tem que ser idêntico.
Qualquer outro acessório utilizado por um membro da guarnição passa a ser considerado como uniforme, devendo ser igual para todos os componentes da guarnição, inclusive meia, camisa por baixo do Uniforme, etc...
ARTIGO 47 - DECLARAÇÃO FALSA
Qualquer declaração falsa no que diz respeito ao nome, classificação ou filiação de um atleta deve acarretar na sua exclusão, em todas as provas, nas quais está inscrito na regata em questão.
ARTIGO 48 - CANCELAMENTO
Se um clube cancelar a sua participação em uma prova que esteja inscrito, deve informar o seu afastamento, até pelo menos 1 hora antes do início da prova em questão, apresentando, por escrito, uma solicitação de cancelamento de sua participação, ao Júri da Regata, ficando sujeito às multas previstas nos respectivos regulamentos dos Troféus ou das Copas.
Uma vez feito, o cancelamento é irrevogável.
ARTIGO 49 - SUBSTITUIÇÃO (REGRA 50 - FISA RULES OF RACING)
Mudanças em Equipes Antes da Primeira Prova
É permitida a substituição do(a) timoneiro(a) e de até 50% dos remadores, por atletas devidamente inscritos na regata, devendo a papeleta de substituição ser entregue a Comissão de Controle até no máximo uma hora antes do inicio da primeira etapa de cada prova em que haja a substituição (eliminatória ou final). Em caso de adiamento será considerado o horário oficial da prova.
Single-Skiff - nenhuma substituição é permitida para um remador de single-skiff.
§ 1º
Consideram-se reservas os(as) remadores(as) inscritos na regata, sem determinação da prova.
§ 2º
Além das permitidas, o(a) timoneiro(a) também pode ser substituído por remador(a) inscrito(a) na regata.
Mudanças na equipe após a guarnição ter participado de eliminatória
Não pode haver substituição de remador(a) ou timoneiro(a) após a guarnição ter participado de uma eliminatória, exceto em caso de acidente ou doença grave de um(a) remador(a) ou timoneiro(a), no decorrer das eliminatórias, comprovado por médico credenciado pela entidade organizadora da regata. O remador(a) ou timoneiro(a) que tenha sido substituído(a) fica impedido(a) de participar de qualquer outra prova na competição, mesmo que se restabeleça.
Single-Skiff - nenhuma substituição é permitida para um remador de single-skiff.
ARTIGO 50 - SEGURANÇA E IMPARCIALIDADE
O Comitê Organizador e o Júri da Regata devem ter como prioridade:
1.A segurança dos competidores;
2.A imparcialidade para os competidores.
Um serviço médico e de resgate (salva vidas), obrigatoriamente, devem estar prontos para agir na terra e na água, durante o horário oficial da Regata.
ARTIGO 51 -
Todos os remadores deverão competir em suas raias, de acordo com as regras de competição referentes à segurança de seus barcos, remos e outros itens do equipamento. É de responsabilidade dos remadores, técnicos e seus clubes ou membros da Federação, que todos os seus equipamentos estejam adequados para as condições da água durante todo o evento.
ARTIGO 52- REGRAS DE TRÁFEGO NA RAIA
O Comitê Organizador da Regata deve divulgar nas rampas de embarque e nas garagens dos clubes, as regras de tráfego a serem seguidas, para controlar o movimento dos barcos na água. Estas regras devem cobrir:
a.Regras de tráfego para treinamento
b.Regras de tráfego para competições
As regras de tráfego para treinamento devem identificar pelo menos uma raia neutra entre as equipes navegando em sentido oposto.
As regras de tráfego para competição devem cobrir a área para aquecimento e resfriamento.
ARTIGO 53 - CONDUTA DAS GUARNIÇÕES
Todos os remadores devem competir em suas provas de acordo com as regras:
•Obedecer às instruções do Júri e do Comitê Organizador e observar qualquer regulamento de tráfego em vigor:
•Não cruzar a linha de chegada (em qualquer direção), enquanto as guarnições, de uma outra prova, estiverem se aproximando do final de sua respectiva competição;
•Parar quando guarnições em competição se aproximam de sua posição;
•Respeitar as regras de tráfego nas áreas de aquecimento e resfriamento.
ARTIGO 54
É proibido a qualquer embarcação sem função na regata, permanecer na raia ou acompanhar o desenrolar das provas, mesmo por fora da raia, sob pena de desqualificação ou desclassificação.
ARTIGO 55
Todos os remadores devem competir, respeitando seus adversários, e os membros do júri. Em particular, obedecer ao horário da prova, as instruções do árbitro, permanecendo na sua raia durante toda a competição.
7 - CAPITULO VII - A PARTIDA
ARTIGO 56 - NA PARTIDA
•Os primeiros cem metros da Raia de Regata constituem a Zona de partida.
•Uma guarnição pode entrar na zona de partida, depois de autorizada pelo starter, após as guarnições da prova anterior deixarem a zona de partida e o starter ter atribuído a raia da guarnição.
•As guarnições têm que se posicionar em suas respectivas raias até dois minutos antes da hora fixada para partida da prova.
•O starter deve começar a prova sem referência aos ausentes.
•O starter deve advertir a equipe que chegar atrasada (após os dois minutos) com um cartão amarelo.
ARTIGO 57 - PROCEDIMENTO DE PARTIDA
O Starter informará as equipes suas posições na partida.
As guarnições deverão estar no pontão de partida até dois minutos antes do horário da sua prova. Quando as equipes estiverem prontas e o alinhador indicar que elas estão devidamente alinhadas, o Starter dará a partida.
Dois minutos antes do horário da partida, o Starter anunciará “dois minutos”, isto significa que as guarnições, a partir de então, estão formalmente sob as suas ordens. As guarnições devem se preparar para a partida, checando equipamentos e se desfazendo, se for o caso, de vestimentas adicionais.
Estando os barcos devidamente alinhados, o Starter fará chamada das guarnições, por ordem crescente de balizas, pelo nome das equipes. As guarnições têm que se certificar de que estão posicionadas, pois, após nomeadas, o Starter não levará em consideração qualquer desalinhamento. Concluída a chamada, o “Starter” observará se o alinhador continua com a bandeira branca levantada, indicando que as guarnições estão corretamente alinhadas e dizer:
ATENÇÃO!,
O starter deve então levantar a bandeira vermelha e, após pequena pausa, falar: SAI!, e ao mesmo tempo abaixando-a, lateralmente.
No caso do starter notar que o alinhador abaixou a bandeira branca, deve interromper o procedimento de partida. Se a partida for interrompida, por qualquer razão externa às equipes ou por partida falsa, então o starter deverá reiniciar o procedimento, fazendo nova chamada, anunciando o nome das guarnições.
§ 1º
PARTIDA RÁPIDA - O Starter poderá optar pela “partida rápida”, caso exista vento que torne difícil o alinhamento, informando as guarnições. Neste caso, em vez da chamada, falará:
“PARTIDA RÁPIDA - ATENÇÃO”
O starter levantará a sua bandeira e dará a partida dizendo: SAI!, e ao mesmo tempo abaixando-a, lateralmente.
ARTIGO 58 - PARTIDA EM FALSO
Logo após autorizar a partida, o Starter deverá olhar para o Alinhador, a fim de certificar-se de que nenhuma guarnição partiu escapada. No caso de uma partida em falso, o Starter deverá parar a prova: tocando o sino e balançando a bandeira vermelha. No caso de uma partida em falso ele deve perguntar ao Alinhador o(s) nome(s) da(s) guarnição(ões) faltosa(s), punindo-a(s) com um cartão amarelo. Quando a guarnição retornar ao pontão de partida o starter dirá: “nome da equipe, partida em falso, cartão amarelo”.
Somente o alinhador pode determinar se uma ou mais guarnições causaram uma partida em falso.
§ ÚNICO
Na(s) raia(s) correspondente(s) a(s) guarnição(ões) faltosa(s) será colocado um cubo, bola ou cone amarelo. A guarnição que receber dois cartões amarelos será retirada da prova.
ARTIGO 59 - OBJEÇÕES NA PARTIDA
Uma guarnição excluída ou desqualificada na partida, pode fazer uma objeção, na hora, ao árbitro geral ou ao starter. O Árbitro geral ou o starter decidirão imediatamente sobre a objeção, comunicando sua decisão para as guarnições participantes da prova e para os outros membros do júri.
ARTIGO 60 - QUEBRA NA ZONA DE PARTIDA
Se uma guarnição, nos 100 m iniciais da prova (zona de partida), sofrer alguma avaria em seu barco ou equipamento, um membro da equipe deve erguer seu braço para indicar um problema. O Árbitro Geral ou o Starter deve interromper a prova, cabendo ao Árbitro Geral, depois de examinar o dano, julgar se a reclamação é procedente, não sendo, a equipe será punida com um cartão amarelo.
ARTIGO 61 - PARTIDA IRREGULAR
Em uma partida irregular, o Starter, deve parar a prova (soando o sino e agitando a bandeira vermelha), e ordenar às embarcações que voltem aos seus lugares. Aquela que se negar, será retirada da prova.
§ 1º
O Árbitro Geral, após consultar o Presidente de Júri, decide da conveniência ou não em retardar ou adiar a nova partida para o fim da regata, com o fito de permitir a substituição do material avariado.
§ 2º
Os incidentes decorrentes de deficiência técnica da guarnição, não constituem motivo para anulação da partida, tais como: enforcamento de remo, saída do carro dos trilhos, queda do remador do carro.
§ 3º
Os 100 m iniciais são contados para cada guarnição, individualmente, independentemente de sua colocação na prova. Cada guarnição ao ultrapassar com a proa as bóias demarcatórias dos 100 m iniciais, perde o direito de solicitar ao Árbitro a paralisação da prova, qualquer que seja o motivo.
ARTIGO 62
As guarnições que retardarem os trabalhos de alinhamento, não acatando a ordem dos Árbitros serão punidas com um cartão amarelo.
ARTIGO 63 - ROTA DAS GUARNIÇÕES
Todos os remadores deverão competir em suas raias de acordo com as regras, e serão responsáveis pela rota da sua embarcação.
A rota de uma embarcação consiste na distância mais curta a ser percorrida por todas as guarnições, levando em conta, o número da raia que lhe foi sorteada e o espaço que deve deixar livre aos outros concorrentes.
§ 1º
As guarnições, com ou sem timoneiro(a), que invadem as águas de seus adversários, prejudicando-os ou obtendo alguma vantagem, serão penalizadas pelo Árbitro Geral.
§ 2º
A guarnição que sai de suas águas, sem prejudicar as rotas dos seus adversários. não deve ser desqualificada, porém, sofre as conseqüências e perigos daí resultantes.
ARTIGO 64
Durante a disputa de qualquer prova as guarnições são obrigadas a:
1.manter-se sempre nas suas águas;
2.evitar invadir a rota de seus adversários;
3.não impedir, por qualquer meio, que os adversários prossigam nas suas rotas.
ARTIGO 65
Após a zona de partida e durante o transcurso da prova, somente o Árbitro Geral pode decidir:
1.se uma embarcação mantém-se ou não em suas águas;
2.se uma embarcação deve ser desqualificada.
§ UNICO
Se uma equipe interferir com outra guarnição e tenha, na opinião do árbitro geral, alterado o resultado final da prova, esta equipe deverá ser desqualificada, a principio, somente após ter sido advertida.
Numa situação onde ocorra colisão entre barcos ou remos o árbitro geral pode desqualificar a equipe causadora, mesmo que não tenha havido nenhuma advertência anterior.
Em nenhuma circunstância o árbitro geral pode interferir no resultado final da prova.
ARTIGO 66 -
1.Correção da Rota - Durante a prova havendo necessidade de correção da rota de uma das guarnições, o Árbitro deve elevar a sua bandeira branca, chamar a atenção da equipe, falando o seu nome e em seguida colocar a bandeira na posição horizontal indicando à guarnição a direção a tomar. A principio, o árbitro não pode guiar a equipe, a não ser que haja uma obstrução em sua raia.
1.Parando uma equipe - Para garantir a segurança dos competidores e prevenir danos aos barcos e equipamento, o árbitro pode interferir levantando a bandeira branca (posição vertical), nomeando a equipe e dando o comando “ PARE”.
1.Remediando uma desvantagem - Se uma equipe sofrer uma desvantagem (objeto estranho, colisão, etc...), a prioridade é de restaurar suas chances de vencer. A imposição de alguma penalidade é secundária. Havendo perda da possibilidade de vencer, o árbitro deve tomar a decisão mais apropriada oferecida pelo código, por exemplo, parar a prova, aplicar a penalidade e ordenar que a prova recomece, do pontão de partida ou, dependendo das circunstancias, permitir que a corrida continue e anunciar sua decisão após o termino da prova. Ele não pode apenas penalizar a equipe que causou os danos enquanto a equipe que sofreu os mesmos não tiver sua condição de prova recuperada.
ARTIGO 67
É proibido dar qualquer instrução, ou direção aos remadores ou equipe, durante a competição através de equipamentos elétricos, eletrônicos ou técnicos direta ou indiretamente.
ARTIGO 68 - TÉRMINO DA PROVA
Uma equipe termina a prova quando a bola de proa de seu barco cruzar a linha de chegada.
Se um ou mais remador cai do barco durante o percurso, a guarnição não é desqualificada da prova, e terá sua classificação confirmada, caso cruze a linha de chegada.
Nas provas com timoneiro, é desclassificada a guarnição que cruza a linha de chegada sem o timoneiro.
A passagem da bola de proa de cada embarcação pela linha de chegada, é anunciada por um sinal sonoro acionado por um dos Árbitros, se possível ligado a um sistema elétrico de alto-falantes. Outro Árbitro de Chegada dá as bandeiradas, abaixando a bandeira alaranjada para o 1º lugar; subindo-a, quando passar a bola de proa do 2º colocado; abaixando-a para o 3º e assim sucessivamente (para controle da cronometragem).
ARTIGO 69 - EMPATE
São classificadas as guarnições que, por dentro ou fora dos limites da raia, porém, sob as vistas dos Árbitros, cruzam a linha de chegada. Quando 2 (duas) ou mais embarcações chegam exatamente juntas, verifica-se o empate entre elas, serão adotados os seguintes procedimentos:
a.se houver empate em uma eliminatória, uma repescagem ou uma semi-final, e se for decisivo para somente uma das guarnições, dar prosseguimento na próxima fase da competição, deverá haver a repetição da prova para as guarnições envolvidas, no mesmo dia, e não menos que duas horas após a prova em que o empate ocorreu;
b.se ambas as guarnições envolvidas no empate passarem a fase seguinte(item a, deste artigo), não haverá repetição da prova e será feito um sorteio entre elas para determinação de suas raias na próxima etapa;
c.verificando-se o empate, na final, as guarnições envolvidas, terão a mesma colocação e a seguinte pulará um número ordinal. Se o empate implicar no recebimento de medalhas, então o Comitê Organizador do Evento, deve providenciar medalhas adicionais.
ARTIGO 70 -
Prova Normal - Uma prova termina quando a ultima guarnição cruza a linha de chegada. Mesmo que o árbitro considere a prova normal, ele só pode comunicar aos árbitros de chegada, através da bandeira branca, que a prova esta normal, após verificar se alguma guarnição fará uma objeção.
Prova Irregular - Se o árbitro considerar que a prova está irregular, deverá levantar sua bandeira vermelha.
ARTIGO 71 - OBJEÇÕES
As objeções, de remadores e timoneiros, sobre irregularidades havidas durante o transcurso da prova, devem ser feitas, em termos respeitosos ao Árbitro, imediatamente após a chegada, antes que o barco saia da raia, salvo caso de força maior.
O árbitro geral decide sobre a objeção e comunica sua decisão aos remadores e aos outros membros do júri.
§ ÚNICO
Se uma equipe considerar que a prova não aconteceu devidamente, um membro da equipe deve levantar a mão para indicar que deseja fazer uma objeção. Neste caso, o árbitro não levantará nenhuma bandeira, ele deve ouvir a equipe reclamante e considerar sua objeção. O árbitro deve então tomar uma das seguintes decisões:
a.Não considerar a objeção e levantar a bandeira branca significando que ele decidiu que a prova esta normal.
b.Aceitar a objeção da equipe e levantar a bandeira vermelha, significando que decidiu que a prova foi irregular. Neste caso, ele irá ate os juizes de chegada para comunicar sua decisão e qualquer explicação necessária. Os juizes de chegada, neste caso, não devem anunciar o resultado oficial da prova ate que o árbitro tenha tomado a sua decisão.
c.Decidir que necessita de mais informações, para julgar a objeção. Neste caso, levanta a bandeira vermelha, e toma as providencias necessárias para decidir sobre a objeção. Ex. consultar o presidente e membros do júri, ouvir outras pessoas, etc. Os juizes de chegada, neste caso, não devem anunciar o resultado oficial da prova até que o árbitro manifeste sua decisão.
Se houver demora em resolver a objeção, os juizes de chegada devem anunciar um resultado “não oficial” da prova, mas com a frase clara. “Resultado não oficial, assunto de objeção”.
ARTIGO 72 - PROTESTOS
Uma guarnição cuja objeção não tenha sido aceita, afetada pela decisão do árbitro na objeção, ou que não aceite o resultado divulgado, pode fazer um protesto, por escrito, ao Presidente do Júri, no máximo uma hora após o árbitro ter comunicado sua decisão, ou no caso da não aceitação dos resultados divulgados, uma hora após a divulgação do resultado.
A banca do júri decidirá se o protesto foi justificado. Tomará sua decisão antes da próxima etapa da respectiva prova, e, em qualquer situação, no máximo duas horas após a ultima prova do dia.
Como regra geral, no caso de protesto referente à final de uma prova, a cerimônia de premiação da prova fica suspensa ate a Banca do Júri ter tomado sua decisão. Qualquer recurso, contra uma decisão da Banca de Júri, deve ser apresentado a CBR, para ser encaminhado ao STJD; no caso de regata estadual à Federação Estadual (TJD), dentro do prazo previsto no Código Brasileiro de Justiça e Disciplina Desportiva (CBJDD).
§ 1º - PRINCÍPIOS GERAIS
Em qualquer caso de protesto, devem ser observados os seguintes princípios:
1.Um protesto tem que ser escrito, claramente, expondo os fatos e razões nas quais é baseado, devendo estar acompanhado do recibo, no valor de 50% do salário mínimo vigente.
2.Os envolvidos (clube ou remador), não podem tomar parte na decisão final da Banca do Júri.
3.Qualquer árbitro ligado aos envolvidos no protesto, mesmo compondo a Banca do Júri da Regata, é considerado impedido da votação e não pode tomar parte na decisão final.
ARTIGO 73 - PENALIDADES
Após ouvir as partes envolvidas, a Banca do Júri pode impor as seguintes penalidades para remadores, timoneiros ou pessoas que os acompanhem, que se comportem de maneira imprópria ou ante-desportiva:
1. Repreensão
2. Cartão Amarelo (aplicável para a próxima etapa da prova em que a guarnição participar)
3. Desqualificação (de uma ou mais prova a critério do árbitro ou do júri)
Exclusão (da competição)
Repetição da Prova (para um numero especifico de guarnições).
8 - CAPÍTULO VIII - DO JÚRI
ARTIGO 74 - FINALIDADE
O Júri tem o dever de garantir, que a regata aconteça de acordo com as Regras de Competição contidas, neste Código, e em particular assegurar igualdade de condições e as mesmas chances de classificação a todos os concorrentes.
A segurança dos remadores deve ser a principal preocupação do júri durante a realização de toda a regata.
O presidente do júri deve garantir a comunicação apropriada entre os membros do júri e o comitê organizador, em especial com o salva vidas e o médico.
ARTIGO 75 - COMPOSIÇÃO
O Júri é responsável por tudo que diz respeito às provas. O Júri é composto por todas as autoridades da regata, a saber:
O Presidente do Júri;
Os Árbitros (1º e 2º);
Starter;
Alinhador;
Os Árbitros de Chegada, sendo um deles designado Membro - Chefe;
Os membros da Comissão de Controle, sendo um deles designado Membro - Chefe.
Árbitros substitutos num total de 3 (três).
§ 1º
O Júri e seu Presidente são nomeados pela comissão de arbitragem da entidade promotora da regata, ou pela CBR, devendo o Presidente ser portador de licença de Árbitro Internacional.
§ 2º
Não podem integrar o Júri os treinadores, auxiliares técnicos, instrutores ou outras pessoas que obtêm vantagens pecuniárias da prática do esporte Remo.
§ 3º
Os membros do júri devem manter-se em comunicação, via rádio, durante todo o transcorrer da regata.
ARTIGO 76 - BANCA DO JÚRI
A Banca do Júri será composta pelo Presidente do Júri e dois outros membros do júri designados, anteriormente, ao inicio da competição, pelo Presidente do Júri. Os nomes dos membros que compõe a Banca do Júri devem ser divulgados no quadro de aviso, na área da casa dos barcos em cada dia de competição. Esta Banca do Júri, julga e decide sobre os protestos que venham ocorrer.
Em caso de protesto, nenhum envolvido (por exemplo: o árbitro ou o starter), devem fazer parte da Banca do Júri, que decidirá sobre o protesto em questão. Neste caso, o presidente do Júri, deve chamar um dos substitutos.
ARTIGO 77 - PRESIDENTE DO JÚRI
O Presidente do Júri deve atribuir deveres a cada membro do Júri e deve supervisionar suas atividades.
Compete ao Presidente do Júri:
1.supervisionar as atividades do Júri;
2.presidir suas reuniões;
3.decidir sobre o uniforme a ser usado pelo Júri;
4.decidir, após ouvir o Árbitro, sobre a repetição de uma prova em horário posterior ao estabelecido para a regata;
5.decidir sobre a suspensão, interrupção ou adiamento da regata, considerando as seguintes circunstâncias: vendaval, ressaca, falta de luz, obstrução da raia ou falta de meios para o Árbitro acompanhar as provas;
6.providenciar junto ao comitê organizador da regata para que a balança esteja a disposição os atletas, ao menos 48 horas antes do inicio da competição;
7.entregar ao Árbitro a direção das provas;
8.providenciar para que os Árbitros estejam em seus postos 30 minutos antes do início da competição;
9.designar 3 (três) substitutos para membros do Júri.
10.nomear a Banca do Júri: (2 (dois) árbitros), presidida por ele, para julgar os protestos, caso hajam;
11.Reduzir a distância da raia para não menos de 1.000, onde condições forem tão adversas que nenhuma outra alternativa seja possível.
ARTIGO 78 - STARTER
Antes de iniciar suas funções, o starter deve certificar-se que todos os equipamentos necessários para a partida estão presentes e prontos para funcionamento. O starter deverá checar se o radio para comunicação com o alinhador, o presidente do júri, os árbitros de chegada e a comissão de controle estão funcionando.
Ao Starter compete:
1.anotar as guarnições que, inscritas, não comparecerem para a disputa da prova;
2.cumprir e fazer cumprir, rigorosamente, o horário estabelecido no programa oficial, salvo motivo de força maior;
3.retirar a guarnição cujo remador(es) ou timoneiro não estiverem devidamente uniformizados;
4.informar as guarnições, o tempo que falta para a partida e comunicar as guarnições (assim que entrarem na zona de partida pela primeira vez), em que baliza elas vão competir. Deverá informar aos competidores os 5, 4, 3 e 2 minutos restantes para a partida;
5.fazer a chamada das guarnições de acordo com o número das balizas, em ordem crescente;
6.esclarecer às guarnições sobre a maneira como será dada a partida;
7.dar a partida com a bandeira vermelha, depois de colocar-se em posição que possa ser visto e ouvido por todos os concorrentes;
8.se a partida for irregular, fazer as embarcações voltarem aos seus lugares, soando o sino e agitando a bandeira vermelha;
9.retirar da prova uma equipe que causar duas partidas falsas ou que tenha recebido dois cartões amarelos na mesma prova.
10.Retirar da prova, a equipe cujo barco não possa ser alinhado corretamente, por ser menor que o comprimento mínimo exigido (7.20 metros).
Material Obrigatório: Bandeira vermelha, megafone ou sistema elétrico de comunicação, sino, radio comunicador e programa da regata.
ARTIGO 79 - ALINHADOR
O alinhador deve se assegurar que a comunicação, via rádio ou telefone, com o starter está funcionando.
Ao Alinhador compete:
1.alinhar as guarnições pela proa, estando colocado em posição que lhe permita exercer sua função, comunicando ao Starter, com o levantar de uma bandeira branca quando as guarnições estiverem alinhadas (com a bola da proa exatamente na linha de chegada); se o alinhamento correto se desfizer deverá baixar a bandeira branca;
2.avisar e solicitar ao Starter, agitando uma bandeira vermelha, a anulação da partida no caso de algum barco partir escapado, informando o nome da equipe faltosa (não o numero da raia). O Alinhador é o único competente para determinar se uma ou mais guarnições partiram antes da autorização do Starter;
3.a entidade organizadora coloca à disposição do Alinhador, seguradores encarregados do alinhamento dos barcos.
Material Obrigatório: Bandeira branca, bandeira vermelha, megafone, rádio comunicador e programa da regata.
ARTIGO 80 - ÁRBITRO
O Árbitro é a autoridade máxima durante o transcurso de uma prova. Ele é responsável por conduzir a prova corretamente e garantir a segurança dos remadores.
Ao árbitro compete:
1.receber do presidente do Júri a direção das provas;
2.cumprir e fazer cumprir rigorosamente o presente Código;
3.impedir que uma equipe seja beneficiada ou prejudicada por outros concorrentes, por pessoas ou fatos estranhos a regata;
4.dar à equipe prejudicada a oportunidade de se recuperar totalmente;
5.acompanhar o desenrolar das provas e anotar as irregularidades ou ocorrências verificadas, para incluí-las no seu relatório. Em caso de acidente da lancha, observar o transcurso da prova até onde sua vista alcançar;
6.transferir sua competência, no todo ou em parte, ao 2º Árbitro;
7.alternar-se com o 2º Árbitro na direção das provas, em caso de necessidade ou de acordo prévio;
8.O árbitro não deve dar qualquer indicação de direção às equipes. Entretanto, ele deve se esforçar para impedir que ocorram acidentes e prevenir que guarnições sejam impedidas por seus oponentes.
9.anular a partida se, nos primeiros 100 m da prova ocorrer avaria do material ou acidente com uma das guarnições.
10.Se necessário, o Árbitro-Geral pode parar uma prova, impor as penalidades necessárias e ordenar que a prova seja corrida novamente desde a partida, imediatamente ou posteriormente. No caso de ser posteriormente, deve decidir a hora da nova partida, consultando o Presidente do Júri, devendo informar as guarnições envolvidas.
Material Obrigatório: Bandeira branca, bandeira vermelha, sino, megafone, programa da regata.
ARTIGO 81
Não é permitido ao Árbitro orientar os barcos quanto as suas retas. Este, só pode advertir as guarnições por meio da bandeira branca, pronunciando o nome do infrator, nos seguintes casos:
1.se a guarnição está na iminência de prejudicar uma das concorrentes;
2.se a guarnição está preste a causar ou sofrer um acidente.
§ UNICO
O Árbitro Geral pode desclassificar guarnições, após o término da prova ou restringir a repetição somente às guarnições por ele designadas.
ARTIGO 82
Quando uma embarcação, correndo em suas águas, é perturbada por obstáculos ou fatos estranhos à regata, de forma a influir no resultado da prova, o Árbitro deve parar a prova e fazê-la recomeçar, obrigatoriamente, do pontão de partida. Em caso de avaria grave, o Árbitro, de acordo com o presidente do Júri, pode marcar o reinício da prova em horário posterior à regata.
§ UNICO
Quando o árbitro considerar que o impedimento não alterou o resultado da prova, ele pode declinar da repetição para as guarnições envolvidas.
ARTIGO 83 - POSIÇÃO DA LANCHA DO ARBITRO
1 - Durante o procedimento de partida a lancha do árbitro devera estar posicionada imediatamente ao lado do alinhador. Se ocorrer uma partida em falso o árbitro pode ordenar ao starter para paralisar a prova, ou ele mesmo pode parar tocando o sino e balançando a bandeira vermelha.
2 - Logo que a prova for iniciada, a lancha do árbitro deve imediatamente acompanhar os competidores no centro da raia. Se um remador, dentro da zona de partida indicar que sofreu um dano no seu barco ou equipamento, e o starter, houver parado a prova, o árbitro decidirá, depois de examinado o barco, se a reivindicação foi justificada e se necessário aplicar a penalidade apropriada.
3- Durante a prova o árbitro deve se assegurar que sua lancha esta posicionada de maneira que lhe permita tomar atitudes o mais eficazmente possível. A posição da lancha do árbitro depende do progresso da prova e da possível colocação das equipes nas etapas seguintes. Depende também das condições do tempo.
O árbitro deve ter certeza que as equipes que ele deseja comunicar-se possa ouvi-lo. Se tiver que ultrapassar uma ou mais equipes, deve ter cuidado para não prejudica-las mais do que o necessário pela marola da sua lancha.
4- O árbitro deve ter todo o cuidado com a segurança dos competidores e fazer o possível para prevenir avarias nos barcos e equipamentos. Quando necessário deve chamar a atenção da guarnição levantando a bandeira branca e chamando-a pelo nome. Ele pode parar a guarnição levantando a bandeira branca e pronunciando “PARE!”. Se um ou mais remadores caírem na água, se o barco virar ou afundar, o árbitro deve ter certeza que o serviço de resgate entrou em ação, ou ele mesmo deve tomar as medidas necessárias.
5- No caso de ventania ou mudança inesperada do tempo, é responsabilidade do árbitro decidir se a prova vai iniciar, continuar ou parar. A segurança dos remadores é mais importante do que qualquer artigo da Regra de Competição.
ARTIGO 84 - ÁRBITROS DE CHEGADA
Aos Árbitros de Chegada compete:
1.anunciar a chegada dos concorrentes, soando um sinal sonoro, e abaixando ou levantando a bandeira alaranjada, cada vez que um dos concorrentes cruzar com a proa a linha de chegada;
2.anotar no boletim de chegada a ordem de classificação das guarnições até o 6º lugar e os tempos marcados pelos Cronometristas;
3.após verificar se a prova foi normal, divulgar o nome das guarnições colocadas até o 6º lugar;
4.verificar e anotar, nos respectivos boletins as ocorrências havidas no transcurso da prova, no caso de acidente da lancha do Árbitro;
5.registrar os fatos que tenha observado, inclusive, contra as suas decisões;
6.julgar o filme de chegada, através do (vídeo-finish) ou “foto-finish", no caso de dúvidas.
§ ÚNICO
Um dos Árbitros de Chegada, a ser designado pelo presidente do Júri, exercerá a função de Árbitro Chefe, que deverá assinar a súmula oficial da regata com os resultados.
Material Obrigatório: Buzina ou Campainha elétrica, bandeira alaranjada, rádio comunicador, programa da regata, cronômetro e câmara de vídeo (vídeo - finish) ou foto - finish.
ARTIGO 85 - COMISSÃO DE CONTROLE
A Comissão de Controle é composta por árbitros que atuam nos pontões de embarque e desembarque das equipes.
São funções da Comissão de Controle:
1.receber os boletins de substituição;
2.identificar os remadores de cada guarnição, antes do barco dirigir-se ao pontão de partida, anotando as substituições, quando for o caso;
3.identificar os remadores de cada guarnição no desembarque após o término da prova;
4.fazer a pesagem dos remadores pesos-leves, bem como do timoneiro, indicando, neste caso, em boletim, qual o peso morto que deve levar, qual a prova em que vai competir, quais os equipamentos extras que vai usar e que são independentes do peso morto.
5.reter, após a prova os remadores escolhidos para exame anti-doping;
6.checar a idade dos competidores, Junior e sub 23, e a idade média dos máster;
7.verificar os uniformes dos competidores, inclusive se estão de acordo com as normas de propaganda;
8.havendo eliminatórias, fotografar cada guarnição, identificando os seus componentes, antes da 1ª prova, a fim de evitar substituições irregulares;
9.fornecer os números de proa para cada embarcação, de acordo com a raia que lhe tiver sido sorteada;
10.verificar se os barcos portam uma bola de proteção na proa, nos termos do Artigo 14;
11.verificar se a sapatilha permite aos atletas se desvencilhar, com facilidade, em caso de emborcamento do barco (artigo 17);
12.impedir a presença, nos barcos, de instrumentos que possam representar auxílio externo à guarnição;
13.efetuar a pesagem dos barcos;
14.verificar as pinturas das pás dos remos;
15.impedir que, durante a regata, barcos efetuem treinamento;
16.acionar as guarnições para que se dirijam a tempo ao pontão de partida;
§ ÚNICO
As guarnições são obrigadas a se apresentar a Comissão de Controle para respectiva identificação, antes de ir para o Pontão de Partida e após a prova antes de deixar o barco para premiação ou outro motivo. A guarnição que não cumpre o preceituado neste artigo será desqualificada ou desclassificada pela Comissão de Controle. Após a prova no caso de mal estar físico de um dos remadores ou acidente com o barco que impossibilite a guarnição de remar até o local onde se encontre a Comissão de Controle, a guarnição poderá ser liberada da apresentação.
ARTIGO 86 - LANCHAS
Devem ser colocadas à disposição da direção da regata, pelo menos três lanchas capazes de acompanhar as provas.
§ 1°
As lanchas das autoridades, ao acompanhar as provas, devem fazê-lo sem prejudicar as guarnições.
§ 2°
Salvo autorização especial da entidade organizadora da competição, somente poderão acompanhar as provas as seguintes autoridades,:
Lancha principal: o Árbitro e o condutor da lancha; em casos especiais, também o examinador do Árbitro;
2ª lancha: o 2º Árbitro, o condutor da lancha;
3ª lancha: o condutor e 2 salva-vidas;
Lancha(s): para a imprensa e televisão.
ARTIGO 87 - FISCALIZAÇÃO
Os membros do Júri devem:
1.Fiscalizar as raias e suas imediações, comunicando, por escrito, ao Presidente do Juri, para ser incluído em seu relatório, as anormalidades e infrações ocorridas no transcurso das provas;
2.Evitar aglomerações na torre de chegada e pontões de embarque e colaborar com a entidade organizadora, no que se fizer necessário para o bom andamento da regata.
ARTIGO 88 - RELATÓRIO
O Júri, após a regata, reúne-se e apresenta um relatório conclusivo, no qual devem constar as colocações de acordo com os boletins dos Árbitros de Chegada, o desenvolvimento da regata, as ocorrências e acidentes ocorridos no desenrolar das provas, mencionando sempre o responsável, as objeções e os protestos, acaso recebidos, e respectiva decisão. Esse relatório, assinado por todos integrantes do Júri, deve ser entregue ao Comitê Organizador da Regata até duas horas após a última prova.
§ 1º
O Presidente do Júri rubrica e junta ao seu relatório os boletins dos demais membros do Júri.
ARTIGO 89
Qualquer paralisação da prova seja pelo Árbitro Geral ou pelo Starter, é ordenada com o soar de um sino e com o agitar da bandeira vermelha.
ARTIGO 90
Em caso de necessidade, o Árbitro pode servir, também, como Starter, Alinhador e Cronometrista.
ARTIGO 91 - COLISÃO
A colisão caracteriza-se pelo choque ou contato de remos, dos barcos ou de tripulantes de duas ou mais embarcações.
Durante o transcorrer da prova, ocorrendo alguma colisão, dentro dos limites da raia, o Árbitro Geral adota, segundo seu critério, uma das seguintes soluções:
1.deixa continuar a prova, aceitando a ordem de chegada dos barcos, devido a colisão ter sido muito leve, desqualificando ou não o culpado;
2.continua a prova, desqualifica o culpado e determina nova disputa com as guarnições que tiveram suas posições alteradas;
3.anula a prova, desqualifica o culpado e determina nova disputa, imediatamente ou em horário posterior, obrigatoriamente do pontão de partida, com todas ou parte das guarnições.
§ 1°
Não cabe repetição de prova para a guarnição que já tiver cruzado a linha de chegada.
§ 2°
Os acidentes que ocorrem fora dos limites da raia demarcada não constituem motivo para a anulação da prova pelo Árbitro.
ARTIGO 92
A colisão resultante de um acidente natural da embarcação, pode, a critério do Árbitro, isentar a guarnição de responsabilidade, se tiver procurado, por todos os meios, evitá-la.
ARTIGO 93
Se várias embarcações de um mesmo clube tomam parte na mesma prova e uma delas provoca, voluntariamente, uma colisão, o Árbitro desqualifica todas as guarnições desse clube.
ARTIGO 94 - ANULAÇÃO DA PROVA
Ninguém pode se prevalecer de uma avaria ocorrida antes da partida de uma prova, para pedir sua anulação ou adiamento, salvo acidente devido a fator estranho à regata e a critério do Árbitro.
§ 1º
Uma prova será anulada pelo Júri quando verificado que houve erro de direito por parte de qualquer dos Árbitros
§ 2º
Uma prova corrida fora das vistas do Árbitro será considerada nula pelo Júri, somente se os seus componentes constatarem alguma irregularidade no seu transcurso
9 - CAPÍTULO VIII - ELIMINATÓRIA
ARTIGO 95 - ELIMINATÓRIAS
Se o número de inscrições em uma prova exceder o número de raias disponíveis (6), o sistema de qualificação ou eliminatória deve ser usado.
Se uma equipe se afastar após o sorteio das raias, uma hora antes do início da primeira eliminatória e se o número das equipes que restarem no evento envolve outra variante de eliminatórias e repescagem, o presidente do júri pode fazer as modificações necessárias ou efetuar um novo sorteio com as equipes envolvidas.
§ 1º
O intervalo entre a 1ª eliminatória da chave a que pertence a guarnição e a próxima fase, deve ser de no mínimo 1 (uma) hora e no máximo 2 (duas) horas.
§ 2º
Em repescagens, semi-finais e finais, o principal é posicionar as equipes com os melhores resultados nas primeiras eliminatórias, nas raias do centro. Similarmente as equipes com os piores resultados anteriores serão posicionadas nas raias do lado mais externo da raia.
a- Em finais de eventos onde não houve nenhuma semi-final:
Os vencedores das eliminatórias devem competir nas finais nas raias 3 e 4;
Os vencedores das repescagens nas raias 2 e 5;
As segundas equipes nas repescagens nas raias 1 e 6.
Em finais de eventos onde aconteceram semi-finais:
Os vencedores das semi-finais devem competir nas finais nas raias 3 e 4;
As segundas equipes nas raias 2 e 5;
As terceiras equipes nas raias 1 e 6.
§ 3º
Se as equipes tiverem a mesma colocação nas eliminatórias ou repescagens então haverá um sorteio para determinar a raia.
LEGENDA:
E= Eliminatória
R= Repescagem
S A/B= Semifinais para finais A & B
S C/D= Semifinais para finais C & D, etc.
S A/B/C= Semifinais para finais A & B & C
S D/E/F= Semifinais para finais D & E & F, etc.
FA= (Final A) Final para 1º a 6º lugares
FB= (Final B) Final para 7º a 12º lugares
FC= (Final C) Final para 13º a 18º lugares
FD= (Final D) Final para 19º a 24º lugares, e seguintes.
1. Caso 1: 7 a 8 inscrições
Duas eliminatórias e uma repescagem. O vencedor de cada eliminatório segue direto para a final A; os restantes vão para a repescagem.
As primeiras quatro equipes na repescagem seguem para a final A; e as restantes seguem para a final B.
2. Caso 2: 9 a 12 inscrições
Duas eliminatórias e duas repescagens. O vencedor de cada eliminatório segue direto para a final A; os restantes vão para a repescagem.
As primeiras duas equipes em cada repescagem seguem para a final A; e as restantes seguem para a final B.
Há duas opções para repescagens.
Opções
3. Caso 3: 13 a 15 inscrições
Três eliminatórias, uma repescagem, e duas semifinais. As três primeiras equipes de cada eliminatória seguem direto para as semifinais; as restantes vão para a repescagem.
As três primeiras equipes na repescagem seguem para as semifinais; e as restantes seguem para a final C.
As três primeiras equipes em cada semifinal seguem à final A; restantes para a final B.
Há duas opções para repescagens.
Opções
4. Caso 4: 16 a 18 inscrições
Três eliminatórias, duas repescagens e duas semifinais.
As primeiras duas equipes de cada eliminatória segue direto para as semifinais; as restantes vão para as repescagens.
As três primeiras equipes de cada repescagem seguem para as semifinais; e as restantes seguem para a final C.
As três primeiras equipes em cada semifinal seguem para a final A; restantes para a final B.
Há duas opções para repescagens e duas para semifinais.
Opções de Repescagem Opções de Semifinais
5. Caso 5: 19 a 20 inscrições
Quatro eliminatórias, duas repescagens duas semifinais A/B e duas semifinais C/D.
As duas primeiras equipes de cada eliminatória seguem direto para as semifinais A/B; as restantes vão para as repescagens.
As duas primeiras equipes de cada repescagem seguem para as semifinais A/B; e as restantes seguem para a semifinal C/D.
As três primeiras equipes em cada semifinal A/B seguem para a final A; restantes para a final B.
A ultima equipe de cada semifinal C/D segue para a final D, as restantes seguem para a final C;
Há duas opções para repescagens e duas para semifinais.
Opções de Repescagens Opções de Semifinais
6. Caso 6: 21 a 24 inscrições
Quatro eliminatórias, quatro repescagens, duas semifinais A/B e duas semifinais C/D.
O vencedor de cada eliminatória vai direto para a semi final A/B; o restante vai para as repescagens.
As duas primeiras equipes de cada repescagem seguem direto para as semifinais A/B; as restantes vão para as semifinais C/D.
As três primeiras equipes de cada final A/B vão para a final A, o restante para a final B. As três primeiras equipes de cada semifinal C/D vai para a final C, o restante para a final D.
7. Caso 7: 25 a 30 inscrições
Seis eliminatórias, três repescagens, três semifinais A/B/C e duas semifinais D/E.
As duas primeiras equipes de cada eliminatória seguem direto para as semifinais A/B/C; as demais vão para a repescagem.
As duas primeiras equipes de cada repescagem seguem para as semifinais A/B/C; o restante segue para as semifinais D/E.
As duas primeiras equipes em cada semifinal A/B/C seguem para a final A; a terceira e a Quarta colocada vai para a final B, a Quinta e a Sexta colocada vai para a final C.
Para 25 participantes: A ultima colocada em cada semifinal D/E vai para a final E, as demais seguem para a final D.
Para 26 a 30 participantes: As três primeiras equipes em cada semifinal D/E seguem para a final D, as demais seguem para a final E.
Há duas opções para repescagens e duas para semifinais.
8. Caso 8: 31 a 36 inscrições
Seis eliminatórias, seis repescagens, três semifinais A/B/C e semifinais D/E ou D/E/F.
A equipe vencedora de cada eliminatória segue direto para as semifinais A/B/C; demais vão para a repescagem.
As primeiras duas equipes de cada repescagem segue para as semifinais A/B/C; as demais seguem para as semifinais D/E ou D/E/F.
As primeiras duas equipes em cada semifinal A/B/C seguem para a final A, o terceiro e o quarto lugares em cada semifinal A/B/C seguem para final B; o quinto e sexto lugares nas semifinais A/B/C seguem para a final C.
Para 31 ou 32 inscrições, três semifinais D/E/F acontecerão. As duas primeiras equipes em cada semifinal D/E/F vai para a final D, a equipe em último lugar em cada semifinal D/E/F vai para a final F, e o restante para a final E.
Para 33 a 36 inscrições, três semifinais D/E/F acontecerão. As duas primeiras equipes em cada semifinal D/E/F seguem para a final D, o terceiro e o quarto colocado em cada semifinal D/E/F, vai para a final E, e o restante segue para a final F.
Há duas opções para repescagens e duas para semifinais.
9. Caso 9 : 37 a 54 inscrições
Nove eliminatórias e nove repescagens e três semifinais A/B/C, três semifinais D/E/F e semifinais G/H ou G/H/I.
A equipe vencedora de cada eliminatória segue direto para as semifinais A/B/C; restantes vão para a repescagem.
O vencedor de cada repescagem segue para as semifinais A/B/C; o segundo e terceiro lugares em cada repescagem seguem para as semifinais D/E/F; as restantes seguem para a final G (se houver 38 a 42 inscrições) ou para as semifinais G/H/I (se houver 49 a 54 inscrições).
As primeiras duas equipes nas semifinais A/B/C seguem para a final A, o terceiro e o quarto lugares nas semifinais A/B/C seguem para final B; e as restantes para a final C.
As primeiras duas equipes nas semifinais D/E/F seguem para a final D, o terceiro e o quarto lugares nas semifinais D/E/F seguem para final E; e as restantes para a final F.
Com 43 inscrições, o último lugar em cada semifinal G/H segue para a final H,o restante para a final G.
Com 44 a 48 inscrições, os primeiros três lugares em cada semifinal G/H seguem para a final G, restantes para a final H.
Com 49 ou 50 inscrições, os primeiros dois lugares em cada semifinal G/H/I seguem para a final G, o último lugar em cada semifinal G/H/I segue para a final I, os restantes para a final H.
Com 51 a 54 inscrições, os dois primeiros lugares em cada semifinal G/H/I seguem para a final G, o terceiro e quarto lugares nas semifinais G/H/I seguem para a final H, restantes para a final I.
Há duas opções para repescagens e duas para semifinais.
Caso 9: 37 a 54 inscrições (continuação)
44 a 48 inscrições:
Caso 10: a partir de 55 inscrições
Uma disputa por tempo, nove repescagens, três semifinais A/B/C, três semifinais D/E/F e três semifinais G/H/I.
Deverá haver uma descida de raia, por tempo, para cada equipe como primeira etapa. A equipe mais bem colocada começa em primeiro, a segunda mais bem colocada começa em segundo e assim por diante. Equipes não classificadas, começam depois das classificadas em ordem aleatória.
A corrida por tempo começa dentro dos 2.000 metros, com os barcos em movimento. As guarnições descerão na mesma raia.
As primeiras 63 equipes classificadas passarão para a etapa seguinte, as restantes estarão eliminadas. As primeiras nove equipes com menor tempo irão para as semifinais A/B/C; as restantes irão para as nove repescagens com as raias determinadas de acordo com o resultado da corrida por tempo. Após a primeira etapa o sistema a ser usado é o mesmo do caso 9, com nove repescagens e três semifinais.
O vencedor de cada repescagem irá para as semifinais A/B/C; o segundo e o terceiro colocado de cada repescagem ira para a semifinal D/E/F. A ultima guarnição de cada repescagem é eliminada e o restante vai para as semifinais G/H/I.
As duas primeiras equipes em cada semifinal A/B/C vão para a final A; a terceira e quarta colocadas em cada semifinal A/B/C vai para a final B; e o restante vai para a final C. As duas primeiras equipes de cada semifinal D/E/F vão para a final D; a terceira e quarta colocadas em cada semifinal D/E/F vai para a final E; e as restantes vão para a final F. As duas primeiras colocadas em cada semifinal G/H/I vão para a final G; as terceira e quarta colocadas em cada semifinal G/H/I vai para a final H, e as restantes vão para a final I.
10 - CAPÍTULO VIII - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
ARTIGO 96
Toda guarnição que cumpre a ordem de partida é obrigada a remar o percurso completo e regulamentar até a linha de chegada, salvo motivo de força maior ou se for dispensada pelo Árbitro.
§ ÚNICO
Caso a guarnição abandone a prova sem motivo justificado, caberá ao Árbitro consignar o fato na súmula, para apreciação posterior do Júri.
O PRESENTE CÓDIGO BRASILEIRO DE REMO, FOI REFORMULADO E APROVADO PELA DIRETORIA DA CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE REMO E SUBSTITUI O ANTERIOR, EDITADO EM 1º DE MARÇO DE 1999, ENTRANDO EM VIGOR A PARTIR DE 02 DE JANEIRO DE 2006.
(ATUALIZADO PELO CÓDIGO DA FISA)
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